Fashion Revolution Week Salvador

Ouvi dizer que a nossa alma só chega em casa 3 dias depois que a gente volta de viagem. Eu, particularmente, sinto que quando vou pro nordeste a minha demora umas boas semanas para se desligar totalmente do clima caloroso, acolhedor e energizante dessa região tão especial do país. Não tem uma vez que eu volte sem achar que já vivi por lá em outras vidas.

Não foi diferente desta vez, quando estive em Salvador participando do Fashion Revolution Week Salvador, em Abril, à convite da Ana Fernanda do Justa Moda. Esta temporada pela capital Baiana foi ainda mais especial, pois tive a oportunidade de me conectar com a galera de lá que está movimentando esse novo jeito de lidar com as roupas.

(Um grande parenteses para comentar como está sendo lindo de ver o Fashion Revolution Brasil ganhar corpo. Acompanhei à distância a programação de várias outras cidades, um pouquinho presencialmente também em Floripa, e morri de vontade de participar de várias das atividades que rolaram. Tendo participado desde a edição de 2015, é super motivador ver crescer o número de pessoas interessadas em questionar quem fez e de onde vem suas roupas a cada ano. De pouquinho em pouquinho esta ideia está se espalhando e isso é ótimo. Espia aqui pra saber mais se você ainda não conhecer o Fashion Revolution.) 

O FASHION REVOLUTION WEEK SALVADOR

Pra começar, o evento foi maravilhosamente organizado pela própria Ana junto com a Fernanda Pimenta e mais um batalhão de voluntários e colaboradores. Elas deram um show, cuidando de tudo nos mínimos detalhes, montando uma programação cheia de bate papos e oficinas enriquecedoras, viabilizando com muito carinho a ida de alguns convidados de fora da cidade (eu inclusa) e juntando assim uma galera muito massa pra trocar, durante os 4 dias do evento. Assim os participantes puderam realmente fazer uma imersão no assunto, ter acesso a informações do porque é importante questionar as marcas e se co-responsabilizar sobre a origem de suas roupas. E tudo isso acontecendo fora do eixo Rio-SP, valorizando culturas de outros cantos do país, o que rende sempre pontos extras.

Elas chegaram nesse nível de evento tão maravilhoso porque além de serem porretas, começaram a preparar tudo com antecedência, pensaram direitinho o que queriam fazer e foram atrás de apoio via edital e parceiros locais. Óbvio que todo evento sempre tem seus imprevistos e correrias, mas é bem mais fácil tirá-los de letra quando as coisas estão mais organizadinhas. Tenho muuuito a aprender com elas, já que por aqui acabo fazendo as coisas de um jeito mais atropelado do que gostaria e gastando muito mais energia do que seria necessário se eu me organizasse melhor. Obrigada pelos aprendizados e pela oportunidade de participar disso tudo que vocês agitaram. <3 Sou muito grata por isso.

Outro ponto alto foi poder conhecer pessoalmente pessoas que eu já admirava e trocava ideias virtualmente, como a Adriana Costa da Agama Bolsas, a Ana Soares do Hoje Vou Assim Off, Thais Faria e Carolina Pacheco do Roupa Refeita além da própria Ana, que foi uma das primeiras participantes das mentorias do Roupa Livre em 2015, mas que só nesta oportunidade pude conhecer ao vivo e a cores. ♥

É nestes encontros que a gente renova as energias e percebe que estamos fazendo parte de algo maior, que cada uma do seu jeito está contribuindo pra promover um novo olhar pras roupas e esse esforço todo sempre se soma. E a cada encontro destes sinto que por mais que a gente fale quase que diariamente sobre este novo olhar pras roupas, sobre estes questionamentos todos e tal, ainda tem muuuito pela frente. Tem muita gente que ainda não teve o estalinho de começar a perceber o que está por trás do que as veste e precisamos espalhar esta mensagem.

Além dessa mulherada, conheci o André Campos do Repórter Brasil, uma das mais importantes fontes de informação sobre trabalho escravo no país e responsáveis pela criação do aplicativo Moda  Livre que avalia as medidas que as principais empresas do setor adotam contra o trabalho escravo. Também pude conhecer a Bia Simon da UNEB e a Phaedra Brasil do SENAC BA, com quem participei de uma das rodas de conversa, ambas professoras que conseguem incluir estas temáticas em sala de aula e em suas pesquisas. Uma missão, por incrível que pareça, que exige muita determinação, pois em geral as grades curriculares pouco consideram o cuidado com quem faz e com os impactos da produção em suas aulas.

Foram dias de muitas trocas e aprendizados. Conheci tanta coisa incrível por lá que escrevi um roteiro do Mapa da Mina destacando as melhores dicas. No post tem mais detalhes das atividades que rolaram durante o Fashion Revolution Week Salvador também. Mas pra sentir um pouquinho o clima, confere as fotos do evento:

E confira essa matéria bem bacana que saiu sobre o FashRev Week Salvador no programa Aprovado:

Só tenho a agradecer à Ana e a Fernanda pelo convite, por terem organizado tudo tão incrivelmente bem. E que venham os próximos :)

-- Post escrito com carinho, e muito axé, por Mari Pelli.
-- A Thais Faria e a Ana Soares também escreveram em seus blogs sobre a participação FashRev Salvador. Confiram! 

Roteiro Mapa da Mina em Salvador

Foi tanta gente e lugar incrível que conheci participando do Fashion Revolution Salvador, que essa viagem mereceu virar um roteiro do Mapa da Mina. Pra ler mais sobre como foi o FashRev Salvador, vai nesse post aqui ó. 

Nosso Mapa da Mina ganhou novos pontos em Salvador. <3

Nosso Mapa da Mina ganhou novos pontos em Salvador. <3

Se você for de Salvador ou estiver indo para lá, aqui está uma listinha de dicas pra você se conectar com uma parte do que está acontecendo dentro universo da colaboração, produção e consumo de moda com mais consciência. Faltou tempo pra explorar outros cantos, para além do Rio Vermelho. Espero em breve voltar pra encher mais esse mapa de pontinhos em Salvador <3.

Estas dicas estão todas também no Mapa da Mina, junto de várias outras dicas de diversos outros lugares do Brasil. Além de consultar, vale colocar por lá a sua dica e contribuir pra divulgar iniciativas deste tipo.

Lalá Multiespaço

O Lalá foi um dos grandes parceiros do FashRev Salvador. Foi lá que rolou:

  • A abertura do evento, com direito a show da Cibelle e tudo.
  • Um encontro com blogueiras da cidade.
  • O encontro Futuro da Roupa comigo.
  • As rodas de conversa, sobre os "caminhos para uma moda diferente" e sobre o "panorama da indústria da moda hoje".
  • O bazar de produtores locais com espaço para troca troca.
  • Uma exposição artística com o tema Fashion Revolution. 

Ou seja, já deu pra entender o porque o Lalá é um Multiespaço. Cabem diversos tipos de manifestações neste que não é um bar, nem teatro, mas tem vocação para isto e muito mais.

O objetivo dos criadores era fazer um local para  ser ponto de experiências criativas, colaborativas e, por que não, afetivas. E tudo isso com vista pro mar. Não dá pra ficar melhor, né não? Confira a programação sempre cheia de novidades e vai lá conferir que o espaço é o máximo mesmo.

 
 

Atelier Lull

O Atelier Lull foi o cantinho mão na massa do FashRev. Por lá os participantes aprenderam a fazer sua primeira peça de roupa, transformar usadas em novas, a reaproveitar tecidos transformando em acessórios e também técnicas de estamparia inspiradas em motivos naturais e locais, como o dendê. Sou suspeita pra falar, porque acredito demais que botar a mão na massa é um dos melhores jeitos da gente se colocar no lugar do outro e entender tudo que está envolvido no processo de produção de uma roupa. Mas foi incrível ver a empolgação dos participantes dando seus primeiros pontos e se tornando mais autônomos ao dominarem a costura.

Fora o que este espaço é fofo! O cuidado e a paixão pela costura estão presentes em cada detalhe, em cada quadro, vasinho e objetos de decoração. Além de ser um espaço para cursos e em breve contar com uma sala de co.sewing, onde você paga para usar as máquinas livremente por um período de tempo, o Atelier é a sede da marca de mesmo nome, que produz localmente bolsas e outros acessórios que seguem a mesma linha de fofura. Vale muito conferir e separar umas horinhas para curtir costurar por lá.

 
 

Guapa

A Guapa é uma lojinha multimarcas, também super fofa, onde as pessoas podem encontrar de tudo um pouco. E tudo feito artesanalmente por mentes criativas. Mas além de ser um espaço comercial, a Guapa busca fomentar o mercado criativo de Salvador. Por isso super apoia movimentos como o Fashion Revolution Salvador e promove com frequência feirinhas, bazares e outros eventos que agitam o cenário cultural em torno desse tema da produção local. Vale muito se ligar na fanpage deles para participar das atividades. 

A loja reúne marcas de roupa, acessórios e artesanato, com uma variedade grande de peças lindas que você pode recorrer quando precisar comprar algo por ter certeza da procedência. A relação que o pessoal da loja tem com os produtores que expõe por ali é bem próxima e dá pra sentir no ambiente e na escolha dos produtos que esse carinho e cuidado estão presentes. 

 
 

Marcas locais para se conectar

Uma listinha de marcas locais para se conectar e valorizar a produção de Salvador
(feita a partir do post da Ana Soares fez no Hoje Vou Assim Off):

Com amor, Dora – marca de roupas e acessórios feitos à mão, de forma genuinamente artesanal, com o intuito de espalhar amor à mulheres brasileiras. E olha, ela espalha amor mesmo! Dora é uma mulher incrível, que transborda essa energia carinhosa. Participou de todas as atividades e encheu a gente de presentinhos. Amei conhecê-la. <3

Euzaria – marca baiana de t-shirts com a intenção de resgatar o pertencimento e o valor do ser além do ter. O que mais me surpreendeu ao ouvir os meninos da Euzaria, que também participaram da programação do FashRev, foi a disposição deles em aprender, se reinventar, desapegar de ideias antigas e testar novos modelos. Pessoalmente, eu não acredito muito no modelo de fazer com que a compra reverta para alguma causa, mas a forma como eles vem evoluindo nesta ideia faz valer a pena acompanhar o trabalho da Euzaria :)

Criazon – upcycling de reaproveitamento de peças jeans que seriam descartadas, que procura fortalecer junto ao seu cliente a ideia de um consumo consciente, incentivando-o a comprar com informação, interligando–se com a cadeia produtiva para saber de onde vem o produto. Vi algumas das peças da Criazon ao vivo, pois a marca participaram do Bazar do FashRev e adorei conhecer mais estas alternativas para o reaproveitamento de jeans, que sempre sobra aos montes em encontros de troca e fundos de armário. 

Gefferson Vila Nova – estilista baiano que participou da Casa dos Criadores e também oferece cursos de capacitação para desenvolvimento de coleção a estudantes e profissionais de moda. O Gefferson participou das rodas de conversa do Fash Rev e fez contribuições incríveis sob o ponto de vista do criador de moda para as discussões que a gente levantou. Foi um prazer conhecê-lo também.


Nossa casa

Meu amado companheiro, o Larusso, também embarcou nessa viagem pra Salvador e aproveitou pra puxar um papo muito legal dentro de série Criativamentes sobre Como Viver na Nova Economia (uma treta que enfrentamos diariamente) e também um workshop sobre como Hackear o Empreendedorismo a Serviço da Vida. Ambos organizados pela galera da Comonow. Super queridos, que nos receberam também super bem (já falei como amo esse clima acolhedor?) e com quem trocamos altas ideias inspiradoras.

Os dois encontros aconteceram na Nossa, uma casa colaborativa lindinha que abriga um monte de iniciativas incríveis incluindo um BIBLIOTRECO. Sim gente! Uma "biblioteca" de coisas, onde você pode disponibilizar e alugar aqueles itens que só usa de vez em quando e não faz muito sentido todo mundo ter um. Tipo: cooler, furadeira, barraca e até máquina de costura. Não é lindo isso? E quanta coisa de quem costura não poderia fazer parte de uma iniciativa como esta! Não é porque todo mundo deveria costurar que todo mundo deveria ter uma máquina de costura. Amo essas ideias e vejo a diferença que elas fazem na vida desde a época da Laboriosa89.

 
 

Comendo e se hospedando

Bom, este não é um blog de viagens, mas não tem como não indicar essas delícias de comer e o hotel fofíssimo que a gente ficou por lá. Estas dicas estão fora do Mapa, por não se encaixarem em nossas categorias, mas vale a pena conferir caso você escolha ficar pela região do Rio Vermelho.

Hotel Catarina Paraguaçu

Hotel Catarina Paraguaçu. Lindo e super bem localizado, fizemos tudo a pé! Mas o que mais chamou a atenção foi o cuidado que eles tiveram em homenagear quem fez cada cantinho do hotel. No corredor de entrada está um mural enorme com fotos de todos os trabalhadores e em muitos lugares dá pra ver a assinatura de quem fez, por exemplo, a pintura nos azulejos. Tudo a ver com esse período de refletir sobre "Quem fez nossas roupas?" para estender a reflexão sobre quem fez os espaços em que a gente vive, a comida que comemos e por ai vai. É uma iniciativa simples, mas dando cara e nome pra quem está por trás do que nos cerca vamos retomando um pouco da humanidade destes processos.

 
 

Restaurante Manjericão

O restaurante Manjericão é um pedacinho de floresta no meio da cidade. Entrar nele faz com que você se sinta imediatamente no meio do mato mesmo. Rodeado de verde, pelas janelas só se vê árvores frutíferas por todos os lados. Um fresquinho natural que alivia a vida no meio do calorão de Salvador. E a comida é ótima, por kilo, com preço bem bacana. Muita variedade de pratos diferentes e sem carne vermelha! Amo restaurantes com bastante opões vegetarianas por que sempre me surpreendo com as invenções dos pratos e neste não foi diferente. E olha, pra quem não come carne, é um baita achado.

Há mais de 20 anos o cantinho verde parece resistir em meio as construções que foram nascendo em volta como dá pra ver na foto da fachada.

 
 

Ceasinha

E pra finalizar, não podia faltar a tentativa de levar um tico da Bahia na mala. E, como na maioria das viagens que eu faço, escolhi levar presentinhos e lembrancinhas comestíveis. Acho que esse é o melhor jeito de carregar as memórias dos sabores do lugar sem errar tamanhos, cores e gostos. Bom, até dá pra errar o gosto (mas quem resite a uma boa cocada?), mas se isso acontecer não vai virar uma tralha numa caixa esquecida na casa de alguém. 

Descobri o Ceasinha (aka Mercado do Rio Vermelho) por dica da Ana Soares (eita mulher que sabe das coisas) e gente, o que é aquilo? É tipo uma Zona Cerealista de SP, só que com gostosuras como tapioca com óregano, pimenta, canela, doce de leite e outras variações em um formatinho tipo snack. Sério, maravilhoso. Desse não consegui tirar fotos porque só conseguia me concentrar em ver e provar cada iguaria disponível. Hehehe.


Espero que vocês tenham gostado das dicas! Quem for lá conhecer, me conta o que achou? E quem tiver mais dicas, pode comentar por aqui pra incrementar a lista ;)

-- Post escrito com carinho, e muito axé, por Mari Pelli.

Moda e ativismo: a identidade e resistência das comunidades

No Roupa Livre acreditamos que a moda pode ser ativista. Por isso gostamos de mostrar exemplos de projetos que atuam desta forma, como é o caso do Favela é Fashion, do Jacaré Moda e do Laboratório Fantasma. Cada um a sua maneira acaba fazendo sua parte e contribui para que públicos que não são geralmente representados pela moda, ou se quer tem acesso a ela, possam ser partes integrantes, ativas e protagonistas neste universo - ou em tantos outros.

O Favela é Fashion é um projeto da produtora de moda Juliana Henrik, que oferece cursos de modelo e noções sobre o mercado de moda para moradores(as) do Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro.

Surgiu em 2010, motivado pela indignação de Juliana em não conseguir emprego após se formar. Desde então, já realizou alguns desfiles, como o “Compleshion”, em 2013, que contou a história do Alemão.

Conheça um pouco mais:

O Jacaré é Moda segue a mesma proposta. Idealizado por Julio Cesar Mota há mais de 10 anos, na comunidade do Jacarezinho no Rio de Janeiro, o projeto realiza desfiles e funciona como uma agência de modelos. Recentemente fez o casting de um desfile em que foram exibidas peças do Re-Roupa produzidas com peças dos residentes da MALHA.
Olha só que incrível o resultado:

Veja mais fotos aqui!

Esse vídeo conta mais sobre a história do Jacaré é Moda:

Então,  que essas duas iniciativas muito especiais têm em comum?

É que elas são exemplos vivos de como a moda pode gerar uma transformação social positiva. Esses projetos oferecem uma nova oportunidade às/aos moradores/as, bem como ressignificam a moda inacessível - aquela presente nas grandes marcas e desfiles, que impõem padrões de beleza e perpetuam uma ideologia de segregação e exclusão -, dando mais do que acesso, mas visibilidade a toda beleza que reside nesses locais. Beleza essa muitas vezes ignorada pelas engrenagens do nosso sistema e estereotipada por conceitos racistas.

Outro exemplo, foi a inauguração do Laboratório Fantasma nas passarelas do São Paulo Fashion Week em 2016. Em seu primeiro desfile, a marca falou sobre sociedade, resistência e política através de uma coleção protagonizada por modelos que fogem dos padrões da normalidade branca, magra e eurocêntrica.

Laboratório Fantasma | SPFW 2016

Laboratório Fantasma | SPFW 2016

Estes são alguns dos exemplos que representam a moda da resistência (lema este da Jacaré é Moda). Inclusive, Julio Cesar ressalta no vídeo que “o foco é provar para o mundo da moda que esse lugar existe.”

Complementamos dizendo que existe E resiste.  A moda também é/vem da rua e a moda também é/vem da comunidade. Essa moda tem seu próprio significado, valor e beleza. Não vamos deixar que as engrenagens excludentes da moda apaguem essa identidade. Ao contrário, vamos valorizá-las, dando voz, conhecendo e se aproximando de iniciativas como as que apresentamos aqui. 

Veja mais:

Favela é Fashion | Jacaré é Moda | Laboratório Fanstasma

-- Post escrito com carinho, por Bárbara Poerner.

Parceria: Rabble Shoes + Roupa Livre

Parceria: Rabble Shoes + Roupa Livre

Tem parceria nova (e maravilhosa) pintando na área! A partir de agora os sapatos em más condições de uso que sobram nos encontros de troca, serão transformados (e higienizados) em novos pelas mãos da Monique da Rabble Shoes. ❤️ Esse era um baita problemão (ou oportunidade de fazer algo incrível) pra gente, que sempre tenta encaminhar as peças dos encontros da melhor forma possível.

Liberte suas roupas: o Roupa Livre App está no ar.

Liberte suas roupas: o Roupa Livre App está no ar.

E então (finalmente) chegou o dia: o Roupa Livre App está no ar <3 <3 <3

Depois de muitos meses de trabalho, depois de sonhar, planejar, desenhar e testar cada detalhe e cada tela, o aplicativo está ai. Pronto pra você baixar, usar e começar a trocar suas roupas usadas direto do seu celular.

Ainda temos muito pra melhorar, mas vocês não tem ideia da felicidade que é ver o bichinho funcionando direitinho e receber seu primeiro "match". Lindo . <3

(Pra quem ligou neste canal agora, o aplicativo possibilita troca de roupas usadas, funcionando na mesma lógica do Tinder.)

#RoupaLivreParticipa: Workshop de Upcycling como Processo Criativo

#RoupaLivreParticipa: Workshop de Upcycling como Processo Criativo

Nos dias 11 e 12 de novembro de 2016 tive a oportunidade de participar do Workshop de Upcycling como processo criativo, promovido pelo Instituto Rio Moda, no Senac de São Paulo e facilitado pela Agustina Comas, da marca de upcycling COMAS (parceira querida do Roupa Livre ♥).

Vem saber como foi.

Moda e ativismo: conheça as Street Stores

Moda e ativismo: conheça as Street Stores

Já falamos por aqui sobre como a moda pode ser ativista. Agora vamos exemplificar como.

Pra começar, você já ouviu falar das Street Stores, ou Lojas de Rua?

São "lojas" ao ar livre, montadas em locais públicos, por um determinado período, onde as roupas (na maioria dos casos doadas) estão disponíveis gratuitamente para quem não tem como comprá-las. Vem conhecer!

Consertar é revolucionário! Veja 5 dicas para prolongar a vida das suas peças.

Consertar é revolucionário! Veja 5 dicas para prolongar a vida das suas peças.

Muitas peças ficam paradas no armário ou são descartadas por estarem manchadas, furadas, largas ou apertadas. No fundo, elas só precisam de um pouco mais de atenção e cuidado. Precisamos adquirir o hábito de olhar pras nossas roupas e reconhecer nelas seu potencial de mudança, conserto, reforma e uso. 

Confira nossa Playlist no Youtube com dicas para você consertar suas peças.

Julho chegou ao fim. Cadê o Roupa Livre App?!?

Julho chegou ao fim. Cadê o Roupa Livre App?!?

Apesar de não ter recebido nenhum e-mail desse tipo, escrevo respondendo mesmo assim ;)

(Aliás, to interpretando que vocês não lotaram a minha caixa de e-mails porque seguem confiando na gente e por isso, meu mais sincero obrigada. <3 Ceis são lindos.)

Julho era nosso prazo estimado para lançar o Roupa Livre App. Mas não conseguimos cumpri-lo. Apesar de já estarmos na fase de testes, ainda não temos um aplicativo lindão pra você.

Os testes estão levando mais tempo do que o esperado e por isso vamos precisar de mais um tempinho. Mas, do lado de cá, vamos seguir trabalhando pra ele sair o mais rápido possível! Guenta que já vem.

Fiz um vídeo contando mais sobre isso e com dois convites bem especiais: Um para quem quiser participar do lançamento do App, quando for rolar, e outro para quem quiser participar de uma ação “secreta” que vamos fazer em SP essa semana. Assiste e vem com a gente :)

Ah! Nossos parceiros queridos do Preto Café estão de casa nova, no Largo do Arouche 99. Então quem não pode tomar seu cafezinho recompensa enquanto eles estavam dando um tempo já podem passar por lá pra se deliciar com o café do Preto. <3

Por enquanto é só. Muito obrigada por tudo. Até as próximas novidades.

Obs. Pra quem ainda não viu, vale a pena espiar o novo Mapa da Mina. Cheio de dicas pra você experimentar um novo olhar desde agora, com o que tem pertinho da sua casa, ou pela internet.

Mapa da Mina de cara nova \o/\o/\o/

Mapa da Mina de cara nova \o/\o/\o/

"Mas é bem mais fácil ir direto no shopping do que ter que ficar procurando estas alternativas ai que vocês tanto falam."

De tanto ouvir este tipo de coisas é que o Mapa da Mina teve que nascer. Vem conhecer mais sobre essa nova fase do mapa colaborativo que ajuda quem quer consertar, cuidar, transformar e se relacionar com as suas roupas com mais carinho, cuidado e afeto.

Balanço Final - Fashion Revolution 2016 em Floripa

Balanço Final - Fashion Revolution 2016 em Floripa

Em abril aconteceram ao redor do mundo vários eventos organizados sob a bandeira doFashion Revolution. Eu, que me mudei recentemente para Floripa, me engajei na organização dos eventos por aqui (mas fiquei com muita vontade de participar das atividades em outras cidades) e escrevo fazendo um balanço geral sob o meu ponto de vista. Vem ver!