A escravidão está na moda.

Escravidão. Se você acha que este assunto só existe nas aulas de história, infelizmente está enganado. O número de pessoas que vive nesta condição aumentou e muito nos últimos anos.

Entre os séculos 16 e 19 foram traficadas 12 milhões de pessoas. Hoje em dia, são 36 milhões os que vivem em situação análoga à escravidão, segundo o The Global Slavery Index (usado como fonte nesta matéria da Superinteressante).

As maiores concentrações de escravos estão na Ásia e África. Não por coincidência, a maioria das etiquetas das roupas que usamos dizem que elas foram feitas por essas bandas. Afinal de contas, esta indústria é uma das principais responsáveis por estes números (junto com tecnologia, alimentação e outras).

E mesmo que o Brasil esteja numa situação considerada modelo, são muitos os flagrantes de péssimas condições em fábricas por aqui. Ou seja, o problema também existe em terras brasileiras, mas é pior em outros países.

E o que nós podemos fazer?

Amanhã vai acontecer o Fashion Revolution Day, um movimento que nos convida a perguntar: Quem fez as minhas roupas?

Buscar esta resposta e ter mais consciência sobre todo o processo do que nos rodeia (a começar pelas roupas) é o melhor jeito de não ser "supreendido" com o fato de pessoas ainda viverem como escravas ao redor do mundo.

O movimento Fashion Revolution nasceu por conta do desabamento de um prédio em Bangladesh que matou cerca de 1.133 pessoas que trabalhavam para a indústria têxtil e deixou mais 2.500 feridas. Amanhã esta tragédia faz 2 anos e muito pouco mudou. Consumidores do mundo todo se reuniram para dizer um basta! O símbolo da campanha é usar sua roupa do avesso, valorizando as costuras e quem as fez. Buscando na etiqueta mais informações sobre quem são pessoas por trás daquela peça.

Participe:

- Poste uma foto usando uma roupa do avesso e pergunte para sua marca favorita quem fez aquela roupa. Saiba mais por aqui.

- Venha para um bate papo sobre o assunto no evento oficial que vai rolar no Matilha Cultural em SP. Pra quem não é de SP, vão ter eventos rolando em 12 cidades participantes pelo Brasil. Confira a agenda

 

-- post escrito com carinho por Mari Pelli.