O produto mais verde é aquele que já existe.

Por mais inovador ou amigo-do-planeta que um produto novo seja, escolher usar algo que já está pronto é sempre a melhor escolha. E se pudermos re-usar de formas cada vez mais incríveis, melhor ainda. Seguindo esta lógica, nossa lista de prioridades na hora de consumirmos roupas, poderia ficar assim: 

 
 

Quando falamos em roupas, a reciclagem se torna muito difícil e em geral é um processo tão custoso quando fazer algo do zero (por isso foi propositalmente omitido na nossa "pirâmide"). O reaproveitamento, a customização e o upcycling são muito mais interessantes nesse aspecto.

As Oficinas de Re-Roupa promovidas por nós, são a nossa forma de contribuir para que mais e mais pessoas comecem a enxergar mais e mais possibilidades criativas para as roupas que já estão no mundo. Afinal, trazendo uma roupa que está esquecida no fundo da gaveta, você sai da oficina com uma novinha. A próxima edição rola em São Paulo no dia 06/04 e as inscrições já estão abertas.

O processo, além de divertido, transforma o olhar de uma forma única. Você vai perceber na prática que adaptar um vestido, consertar uma calça, reformar uma jaqueta consome muito menos energia do que fazer do zero a mais simples das blusinhas. E que aumentar a vida útil do que nos cerca é uma das formas mais bacanas de evitar que mais coisas virem lixo.

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A propósito, a frase-título deste post é do Rick Ridgeway, executivo responsável pelas iniciativas de meio ambiente da Patagonia. A marca é conhecida por incentivar às pessoas a não comprarem seus produtos se realmente não precisam ou vender peças usadas no site oficial quando não lhe servem mais. E além disso oferecem tutoriais e kits para que elas aprendam como costurar, remendar e trocar zíperes.

Dentro do contexto das grandes marcas, essa pode ser considerada uma atitude incrível . Tudo indica que estão sacando do que é o que mundo realmente precisa e se colocando a favor disso: cuidar e manter com mais carinho o que nós já temos.

-- post escrito com carinho por Mari Pelli.