Roteiro Mapa da Mina em Salvador

Foi tanta gente e lugar incrível que conheci participando do Fashion Revolution Salvador, que essa viagem mereceu virar um roteiro do Mapa da Mina. Pra ler mais sobre como foi o FashRev Salvador, vai nesse post aqui ó. 

Nosso Mapa da Mina ganhou novos pontos em Salvador. <3

Nosso Mapa da Mina ganhou novos pontos em Salvador. <3

Se você for de Salvador ou estiver indo para lá, aqui está uma listinha de dicas pra você se conectar com uma parte do que está acontecendo dentro universo da colaboração, produção e consumo de moda com mais consciência. Faltou tempo pra explorar outros cantos, para além do Rio Vermelho. Espero em breve voltar pra encher mais esse mapa de pontinhos em Salvador <3.

Estas dicas estão todas também no Mapa da Mina, junto de várias outras dicas de diversos outros lugares do Brasil. Além de consultar, vale colocar por lá a sua dica e contribuir pra divulgar iniciativas deste tipo.

Lalá Multiespaço

O Lalá foi um dos grandes parceiros do FashRev Salvador. Foi lá que rolou:

  • A abertura do evento, com direito a show da Cibelle e tudo.
  • Um encontro com blogueiras da cidade.
  • O encontro Futuro da Roupa comigo.
  • As rodas de conversa, sobre os "caminhos para uma moda diferente" e sobre o "panorama da indústria da moda hoje".
  • O bazar de produtores locais com espaço para troca troca.
  • Uma exposição artística com o tema Fashion Revolution. 

Ou seja, já deu pra entender o porque o Lalá é um Multiespaço. Cabem diversos tipos de manifestações neste que não é um bar, nem teatro, mas tem vocação para isto e muito mais.

O objetivo dos criadores era fazer um local para  ser ponto de experiências criativas, colaborativas e, por que não, afetivas. E tudo isso com vista pro mar. Não dá pra ficar melhor, né não? Confira a programação sempre cheia de novidades e vai lá conferir que o espaço é o máximo mesmo.

 
 

Atelier Lull

O Atelier Lull foi o cantinho mão na massa do FashRev. Por lá os participantes aprenderam a fazer sua primeira peça de roupa, transformar usadas em novas, a reaproveitar tecidos transformando em acessórios e também técnicas de estamparia inspiradas em motivos naturais e locais, como o dendê. Sou suspeita pra falar, porque acredito demais que botar a mão na massa é um dos melhores jeitos da gente se colocar no lugar do outro e entender tudo que está envolvido no processo de produção de uma roupa. Mas foi incrível ver a empolgação dos participantes dando seus primeiros pontos e se tornando mais autônomos ao dominarem a costura.

Fora o que este espaço é fofo! O cuidado e a paixão pela costura estão presentes em cada detalhe, em cada quadro, vasinho e objetos de decoração. Além de ser um espaço para cursos e em breve contar com uma sala de co.sewing, onde você paga para usar as máquinas livremente por um período de tempo, o Atelier é a sede da marca de mesmo nome, que produz localmente bolsas e outros acessórios que seguem a mesma linha de fofura. Vale muito conferir e separar umas horinhas para curtir costurar por lá.

 
 

Guapa

A Guapa é uma lojinha multimarcas, também super fofa, onde as pessoas podem encontrar de tudo um pouco. E tudo feito artesanalmente por mentes criativas. Mas além de ser um espaço comercial, a Guapa busca fomentar o mercado criativo de Salvador. Por isso super apoia movimentos como o Fashion Revolution Salvador e promove com frequência feirinhas, bazares e outros eventos que agitam o cenário cultural em torno desse tema da produção local. Vale muito se ligar na fanpage deles para participar das atividades. 

A loja reúne marcas de roupa, acessórios e artesanato, com uma variedade grande de peças lindas que você pode recorrer quando precisar comprar algo por ter certeza da procedência. A relação que o pessoal da loja tem com os produtores que expõe por ali é bem próxima e dá pra sentir no ambiente e na escolha dos produtos que esse carinho e cuidado estão presentes. 

 
 

Marcas locais para se conectar

Uma listinha de marcas locais para se conectar e valorizar a produção de Salvador
(feita a partir do post da Ana Soares fez no Hoje Vou Assim Off):

Com amor, Dora – marca de roupas e acessórios feitos à mão, de forma genuinamente artesanal, com o intuito de espalhar amor à mulheres brasileiras. E olha, ela espalha amor mesmo! Dora é uma mulher incrível, que transborda essa energia carinhosa. Participou de todas as atividades e encheu a gente de presentinhos. Amei conhecê-la. <3

Euzaria – marca baiana de t-shirts com a intenção de resgatar o pertencimento e o valor do ser além do ter. O que mais me surpreendeu ao ouvir os meninos da Euzaria, que também participaram da programação do FashRev, foi a disposição deles em aprender, se reinventar, desapegar de ideias antigas e testar novos modelos. Pessoalmente, eu não acredito muito no modelo de fazer com que a compra reverta para alguma causa, mas a forma como eles vem evoluindo nesta ideia faz valer a pena acompanhar o trabalho da Euzaria :)

Criazon – upcycling de reaproveitamento de peças jeans que seriam descartadas, que procura fortalecer junto ao seu cliente a ideia de um consumo consciente, incentivando-o a comprar com informação, interligando–se com a cadeia produtiva para saber de onde vem o produto. Vi algumas das peças da Criazon ao vivo, pois a marca participaram do Bazar do FashRev e adorei conhecer mais estas alternativas para o reaproveitamento de jeans, que sempre sobra aos montes em encontros de troca e fundos de armário. 

Gefferson Vila Nova – estilista baiano que participou da Casa dos Criadores e também oferece cursos de capacitação para desenvolvimento de coleção a estudantes e profissionais de moda. O Gefferson participou das rodas de conversa do Fash Rev e fez contribuições incríveis sob o ponto de vista do criador de moda para as discussões que a gente levantou. Foi um prazer conhecê-lo também.


Nossa casa

Meu amado companheiro, o Larusso, também embarcou nessa viagem pra Salvador e aproveitou pra puxar um papo muito legal dentro de série Criativamentes sobre Como Viver na Nova Economia (uma treta que enfrentamos diariamente) e também um workshop sobre como Hackear o Empreendedorismo a Serviço da Vida. Ambos organizados pela galera da Comonow. Super queridos, que nos receberam também super bem (já falei como amo esse clima acolhedor?) e com quem trocamos altas ideias inspiradoras.

Os dois encontros aconteceram na Nossa, uma casa colaborativa lindinha que abriga um monte de iniciativas incríveis incluindo um BIBLIOTRECO. Sim gente! Uma "biblioteca" de coisas, onde você pode disponibilizar e alugar aqueles itens que só usa de vez em quando e não faz muito sentido todo mundo ter um. Tipo: cooler, furadeira, barraca e até máquina de costura. Não é lindo isso? E quanta coisa de quem costura não poderia fazer parte de uma iniciativa como esta! Não é porque todo mundo deveria costurar que todo mundo deveria ter uma máquina de costura. Amo essas ideias e vejo a diferença que elas fazem na vida desde a época da Laboriosa89.

 
 

Comendo e se hospedando

Bom, este não é um blog de viagens, mas não tem como não indicar essas delícias de comer e o hotel fofíssimo que a gente ficou por lá. Estas dicas estão fora do Mapa, por não se encaixarem em nossas categorias, mas vale a pena conferir caso você escolha ficar pela região do Rio Vermelho.

Hotel Catarina Paraguaçu

Hotel Catarina Paraguaçu. Lindo e super bem localizado, fizemos tudo a pé! Mas o que mais chamou a atenção foi o cuidado que eles tiveram em homenagear quem fez cada cantinho do hotel. No corredor de entrada está um mural enorme com fotos de todos os trabalhadores e em muitos lugares dá pra ver a assinatura de quem fez, por exemplo, a pintura nos azulejos. Tudo a ver com esse período de refletir sobre "Quem fez nossas roupas?" para estender a reflexão sobre quem fez os espaços em que a gente vive, a comida que comemos e por ai vai. É uma iniciativa simples, mas dando cara e nome pra quem está por trás do que nos cerca vamos retomando um pouco da humanidade destes processos.

 
 

Restaurante Manjericão

O restaurante Manjericão é um pedacinho de floresta no meio da cidade. Entrar nele faz com que você se sinta imediatamente no meio do mato mesmo. Rodeado de verde, pelas janelas só se vê árvores frutíferas por todos os lados. Um fresquinho natural que alivia a vida no meio do calorão de Salvador. E a comida é ótima, por kilo, com preço bem bacana. Muita variedade de pratos diferentes e sem carne vermelha! Amo restaurantes com bastante opões vegetarianas por que sempre me surpreendo com as invenções dos pratos e neste não foi diferente. E olha, pra quem não come carne, é um baita achado.

Há mais de 20 anos o cantinho verde parece resistir em meio as construções que foram nascendo em volta como dá pra ver na foto da fachada.

 
 

Ceasinha

E pra finalizar, não podia faltar a tentativa de levar um tico da Bahia na mala. E, como na maioria das viagens que eu faço, escolhi levar presentinhos e lembrancinhas comestíveis. Acho que esse é o melhor jeito de carregar as memórias dos sabores do lugar sem errar tamanhos, cores e gostos. Bom, até dá pra errar o gosto (mas quem resite a uma boa cocada?), mas se isso acontecer não vai virar uma tralha numa caixa esquecida na casa de alguém. 

Descobri o Ceasinha (aka Mercado do Rio Vermelho) por dica da Ana Soares (eita mulher que sabe das coisas) e gente, o que é aquilo? É tipo uma Zona Cerealista de SP, só que com gostosuras como tapioca com óregano, pimenta, canela, doce de leite e outras variações em um formatinho tipo snack. Sério, maravilhoso. Desse não consegui tirar fotos porque só conseguia me concentrar em ver e provar cada iguaria disponível. Hehehe.


Espero que vocês tenham gostado das dicas! Quem for lá conhecer, me conta o que achou? E quem tiver mais dicas, pode comentar por aqui pra incrementar a lista ;)

-- Post escrito com carinho, e muito axé, por Mari Pelli.