Alinha dá visibilidade a oficinas de costura e transforma a cadeia produtiva

Conversamos no BEFW com a Dari Santos, que fundou o Instituto Alinha, sobre seu trabalho em busca de uma cadeia de produção de roupas mais justa. Além de falarmos sobre a atuação do Instituto, aproveitamos para trocar uma ideia sobre como ela enxerga o panorama geral do cenário da moda mais sustentável, sobre o propósito nas iniciativas e a colaboração entre os projetos que estão atuando neste rolê.

Confira:

É através de assessorias e de uma plataforma online que a Dari e sua equipe promovem conexões das oficinas de costura com marcas e estilistas interessados em fazer moda de forma mais justa.

O Instituto Alinha mapeia e oferece auxílio aos donos de oficina de costura interessados em regularizar suas condições de trabalho. Um plano de ação é elaborado junto aos trabalhadores, para que alguns requisitos sejam cumpridos pela oficina e ela se torne ALINHADA. São abordadas principalmente as questões de segurança e legislação.

Ao cumprirem estes requisitos, as oficinas  passam a estar disponíveis na plataforma e podem ser contactadas por estilistas e marcas interessadas em fazer uma moda mais justa. Para ter acesso ao contato das oficinas, os interessados pagam uma assinatura que viabiliza o serviço de consultoria, que é prestado sem custo para as oficinas.

Recentemente eles lançaram uma etiqueta, que as marcas contratantes podem afixar nas peças produzidas e assim informar ao consumidor que ela foi feita em alguma das oficinas Alinhadas.

A Alinha existe há mais de 3 anos, tendo recebido diversos prêmios nacionais e internacionais pela sua atuação, que realmente é transformadora. São raras as iniciativas hoje em dia que se dedicam a propor soluções para um dos principais gargalos em busca de uma produção de roupas que não explore as pessoas. 

Uma das grandes dificuldades que encontramos entre as iniciativas que estão desenvolvendo soluções nas mais diversas frentes por uma moda mais justa, está a conexão entre elas. Dari sente que chegou o momento da Alinha poder começar a olhar mais para os lados e buscar desenvolver parcerias com outros projetos.

Nós tivemos a sorte de poder fazer uma ação em conjunto com a Alinha na nossa participação no Red Bull Amaphiko Festival em 2017. Promovemos juntos uma oficina de costura para ensinar os participantes a darem seus primeiros pontos, onde os professores foram a Adriana e o Felipe, dois costureiros cinco estrelas da plataforma. Foi um dia delicioso. 

No começo, desenvolver uma plataforma com este propósito e porte, com uma equipe enxuta e fazer dela um negócio viável pode fazer com que seja difícil focar em fazer muitas parcerias. É necessário estar em um ponto mais maduro para que ter fôlego para tal. E que bom que chegou este momento para a Alinha. Que venham muitos projetos, parcerias e oficinas Alinhadas! 

E para você? Faz sentido saber quem faz as roupas que você compra? Faz sentido buscar marcas que tenham acordos justos com os fornecedores? E a sua iniciativa? Já está conseguindo estabelecer parcerias ou ainda está descobrindo como fazer para se manter?

Conta pra gente na caixa de comentários ou no roupalivre@gmail.com :)

Vamos adorar continuar esta conversa com você e saber o que está achando da nossa série de posts e vídeos com iniciativas inspiradoras.

--- Post escrito com carinho, por Bruna Neto e Mari Pelli.

Diário de bordo: Roupa Livre na estrada - Dia 1

Sair da zona de conforto é bom, né? A gente tá adorando!

Pegamos a estrada na sexta-feira saindo de Floripa. Carro cheio, malas prontas e nossa aventura começa. Eu, Mari Pelli, Larusso e Nori em uma viagem cheia de reflexões filosóficas. Pela frente, programação intensa, muitas pessoas queridas para encontrar e a agenda cheia. Já que a gente gosta mesmo é de aproveitar oportunidades, vamos de um evento colaborativo para outro: Galaxya Live, Brasil Eco Fashion Week, ColaborAmerica.

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Nossa primeira parada foi no Galaxya, um evento que reuniu pessoas criativas que buscam trabalhar não só com propósito, mas também carregam em seus produtos reflexões sobre o mundo em que vivemos. Dia cheio de palestras, oficinas e uma feirinha de makers. Iniciativa da Espaçonave, da querida Rafa Cappai, que nos convidou para fazer parte.

Montamos nossa antiloja  com produtos que ajudam pessoas a cuidarem melhor das roupas que já têm. Chamamos assim pois pra gente só faz sentido vender algo pras pessoas se o produto estiver a favor de uma reflexão para outras questões, como o consumo consciente, por exemplo.

Pra gente, além do momento da venda, o mais valioso mesmo são as pessoas que a gente conhece, as conexões estabelecidas, o afeto nas relações e as conversas inspiradoras com as pessoas que a gente ama. 

Fluxonomia

Um dos momentos da programação que me fez refletir muito foi na fala sobre Fluxonomia 4D, assunto trazido pela Lala Deheinzelin, que de forma brilhante usou habilidades do teatro para fazer o público refletir sobre a vida em um futuro em que as pessoas de fato agem de forma colaborativa, criativa, compartilhada e de multimoedas. Foi curioso ver como a arte, o propósito e a criação estão diretamente ligadas ao empreendedorismo no evento. Outra experiência transformadora foi poder vivenciar o momento de facilitação poética, feito pelo artista Nuno Arcanjo, que usa da poesia para relembrar o público dos principais pontos dos paineis.

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Sabe o que é mais legal disso tudo? É que esse foi só o começo. Ainda temos muito conteúdo novo para buscar e tudo isso com o coração aberto para mais encontros!

Que os próximos dias sejam cheios de trocas, não só de roupas pelo app do Roupa Livre, mas também com os outros corações quentinhos com quem nos conectaremos no caminho.

--- Post escrito com carinho por Bruna Neto.